Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 25/06/2020
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é relatada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, no Brasil, percebe-se o enorme contraste relativo a essa produção, uma vez que o país apresenta um elevado culto à forma física no século XXI- tornando-se uma verdadeira opressão- devido não só às influências sociais, mas também à colaboração midiática à mazela.
Em primeira análise, é válido ressaltar a persuasão comunitária como fator impulsionador do impasse. Nesse sentido, na ideologia de Émile Durkheim, o indivíduo está sujeito à coerção imposta pela sociedade. Entretanto, tal influência suscita o culto exagerado a uma forma corporal extremamente idealizada, ocasionando severos problemas de saúde -tais quais a bulimia, a vigorexia e a anorexia-afetando o estado físico e mental da pessoa. Portanto, é fulcral combater esse empecilho da sociedade brasileira.
Em segunda análise, é imprescindível enfatizar o papel midiático como agente colaborador ao entrave. Nessa realidade, na perspectiva de Max Weber, a cultura molda o comportamento do cidadão. Todavia, os meios de comunicação- tais quais televisão e internet- incentivam o comportamento prejudicial e opressor da sociedade na busca estrutural de um corpo “perfeito”, desrespeitando seus limites salutares e, consequentemente, a destruição da autoestima e da própria imagem. Dessa forma, é mister erradicar essa opressão da cultura brasileira.
Logo, diante dessa circunstância opressora e deplorável ao conforto social, urge que o Ministério da Saúde promova medidas no combate ao comportamento indevido da população na busca corporal “perfeita”, mediante campanhas salutares, a fim de conscientizar a comunidade sobre os riscos patológicos em que ela é exposta-como anorexia, vigorexia e bulimia-. Somada a essa medida, é substancial que a Mídia propague a diversidade física, como ocorre nas propagandas da marca “Pantys”, visando a erradicação do estereótipo do padrão de beleza inalcançável. Assim, será possível estabelecer uma sociedade justa, saudável e integrada como em “Utopia”.