Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 29/06/2020

Desde a antiguidade, está inserida em nossa sociedade, a preocupação em relação à estética corporal. Naquele época, os gregos no período clássico, buscavam a perfeição em pinturas e esculpindo estátuas na forma de Deuses. Embora esta preocupação tenha continuado, aumentando cada vez mais, atualmente a busca exorbitante pela “perfeição” corporal vem gerando uma sociedade opressora cuja principal aliada é a mídia. E essa opressão gera cada vez mais problemas graves, quando falamos em relação ao culto do corpo. O padrão de beleza atual é imposto atingindo principalmente as mulheres que em todo o contexto histórico são ensinadas a cultuar o seu próprio.

É de extrema importância ressaltar que a busca pelo ideal proposto possui alguns riscos. A utilização de anabolizantes e esteroides subiu muito nos últimos anos, além disso, tratamentos radicais como dietas milagrosas e sem acompanhamento de nutricionistas e a realização de cirurgias e procedimentos muitas vezes em condições inadequadas são alguns dos riscos em que as pessoas têm se exposto em busca desse ideal. Deve-se mencionar também o crescimento das indústrias de cosméticos acarretam a desvalorização principalmente da mulher como indivíduo de uma sociedade “livre”, crianças que ainda não tem noção da sua efetividade como mulher são ensinadas a cultuar o seu corpo desde cedo através da mídia, mostrando as mulheres que elas não correspondem as expectativas dos padrões de beleza.

Contudo, o problema está longe de ser resolvido. A mídia que deveria ser uma aliada na propagação da aceitação corporal e de que cada indivíduo é único, ela utiliza de seus mecanismos para promover um padrão corporal, e impulsionar a indústria da beleza. Nesse contexto, torna-se cada vez mais comum encontrar revistas, jornais e programas de tv com anúncios de cosméticos, remédios, academia e outros mecanismos para se obter o corpo ideal e isso vem causando na população uma dependência de se estar dentro dos padrões estabelecidos, tendo como consequência transtornos como anorexia, bulimia e depressão.

Diante dessa situação, medidas devem ser executadas para se resolver esse problema. Investimentos em conscientizações na educação deveriam ser feitos para que as crianças fossem ensinadas que todos temos nossa própria beleza e suas particularidades. O governo deve promover campanhas publicitarias que incentivem a aceitação corporal e conscientizem acerca dos riscos da utilização de tratamentos radicais. Também deve-se criar centros que ofereçam a população acompanhamento psicológico e médico na prática de atividades físicas, e que realize palestras de conscientização e formas de como cuidar bem do corpo e principalmente da saúde.