Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 28/05/2020

De acordo com Adorno, as propagandas maçantes da mídia são responsáveis por criar esteriótipos errôneos, porém, influenciadores. Nesse contexto, nota-se que o culto à forma física, no Brasil, é um viés da opressão, visto que é fruto da manipulação da imprensa e que fere psicologicamente os envolvidos.

A priori, é notório que o culto ao físico faz parte da manipulação midiática. Conforme Habermas, a opinião pública não é formada mediante um discurso crítico, mas pela manipulação da imprensa. Nessa perspectiva, fica explícito que o padrão imposto para ser seguido pela sociedade é fruto de algo planejado e voltado para o lucro, posto que a indústria fitness movimenta mais de 2 bilhões de dólares, no  Brasil, por ano, segundo dados do núcleo de Economia da PUC-SP. Assim, é inegável a pressão feita na massa populacional para aderir ao estilo de vida que visa  mais o lucro das empresas do que a saúde da população.

A posteriori, é nítido que essa opressão fere psicologicamente. De acordo com Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde em detrimento de qualquer outra vantagem. Nesse sentido, fica evidente que o culto demasiado de uma determinada forma física, quase sempre intangível, ocasiona sérias consequenciais, tais como bulimia, anorexia e em casos mais graves, depressão. Assim, é perceptível que é real os dados do núcleo de Psicologia da UFMA, que discorre que mais de 20% das pessoas que possuem distúrbios  psicológicos, também possuem transtornos alimentares.

Destarte, é fato que o culto da forma física, no Brasil, é opressão. Portanto, é mister que o Governo, em parceria com psicólogos, por meio de projetos difundidos virtualmente, principalmente em redes sociais, evidenciem a importância de ter um discurso crítico frente as propagandas da mídia e a importância de ser um ser social único, a fim de reverter traços implantados pela mídia que contradizem tal importância. Assim, ter-se-á uma amenização da problemática.