Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 24/05/2020
Padrão de Beleza é a expressão de um ideal imposto a uma sociedade. Nesse contexto, na pré-história as mulheres deveriam ser corpulentas e de seios fartos, hoje o “modelo” a ser seguido é: branca, de olhos claros, cabelos lisos e magreza. Diante disso, nota-se que sempre houve pressão estética para se encaixar a medidas estabelecidas, porém as pessoas que não alcançam isso são rejeitadas e pode ocasionar danos mentais, além da falta de representatividade da minoria que não possui o corpo “perfeito”.
Em primeira análise, observa-se que em meio ao processo de aceitação pública, por meio da idealização física, pode-se ocorrer distúrbios como a bulimia e anorexia. De acordo com a teoria da “Indústria Cultural”, da escola de Frankfurt, as indústrias possuem padrões repetitivos para formação de um conjunto de ideais, voltados inteiramente ao consumismo. Sendo assim, a mídia, ao representar algo como “o exemplo certo”, gera uma busca insana por métodos para atingi-lo, mesmo que prejudique a saúde.
Vale ressaltar, ainda, que a representação de pessoas diferente da “regra” predeterminada é muito pequena, e por isso esses indivíduos se sentem excluídos e também sofrem grande preconceito. Nesse sentido, é considerado errado ou feio o que é incomum, pela falta de disseminação, crescendo o número de pessoas gordofóbicas, racistas e entre outros.
Portanto, evidencia-se que se trata de um problema sociocultural, intensificado pelos meios de publicidade. Logo, é necessário que a Secretária da Cultura, juntamente com os Meios de Comunicação, criem projetos em que incluam todos os tipos de corpos, para que haja sentimento de representação do público, por meio dos jornais, revistas e mídias sociais. Também, deve-se incluir campanhas de divulgação dos problemas psicólogicos ocasionados nesse processo, por intermédio de filmes, noticiários, novelas, redes sociais e etc.