Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 29/04/2020

Desde os preceitos da Idade Antiga, é notório a imposição de um certo padrão de beleza, na Grécia antiga o corpo perfeito era associado á um corpo atlético e à mente sã. Fato que não se difere no atual século XXI, no qual o culto à forma física está atrelado ao mérito do corpo ideal imposto pela mídia e pelo forte regime do capitalismo.No entanto,a busca pelo corpo “perfeito” tem se tornado incansável para milhares de indivíduos, ocasionando inúmeros transtornos psicológicos e distúrbios sociais. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar  a forte influência que a mídia exerce na imposição de um corpo perfeito, visto que inúmeras propagandas incentivam o consumo exagerado e causam insatisfação com a forma física ao enaltecerem corpos de astros da era digital, promovendo seus produtos atrelados a resultados milagrosos, o que tem  tornado  milhões de mulheres escravas da indústria da beleza e vítimas do consumismo e da alienação , provocando ainda, inúmeras reações por parte dessas mulheres como a perda do prazer à vida, a falta de uma devida alimentação e a ausência de autoestima, além de problemas como anorexia, bulimia, transtornos compulsivos e insatisfação. Para Rosseau, filósofo frânces, quando o indivíduo tem amor por si próprio, passa, então a zelar pela sua conservação.

Outrossim, possuir um corpo “perfeito” tem se tornado requisito para integração social, no qual um corpo magro muitas vezes é mais importante que o próprio caráter da pessoa, tornando-a descaracterizada, fato que é cada vez mais comum, como por exemplo o caso da americana Nannette Hammond que com o âmbito de adquirir o corpo “perfeito” da boneca Barbie investiu mais de 2 milhôes em cirurgias e procedimentos estéticos, o que torna claro o fato de que muitos são aqueles que buscam a qualquer custo atingir o corpo “perfeito”, chegando ao estágio de se modificarem por completo para que possam se sentir bem e ingressar na sociedade, alegando que possuir no século atual um corpo magro é ter um corpo esbelto e saudável e em controvérsia, ter um corpo gordo é símbolo de preguiça e doença.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a incansável e exagerada  busca por um corpo perfeito, visto os inúmeros entraves que tal problemática pode gerar. Para tanto, o Estado deve fornecer uma orientação direta por meio de órgãos fiscais que possam controlar e intervir na atuação de propagandas que geram muito impacto na transmissão de um padrão de beleza ideal.Ademais, a própria mídia deve disponibilizar propagandas que apresentem conteúdos que tratem o corpo ideal como o corpo de cada um, mostrando ainda os inúmeros prejuízos que a busca exagerada por um corpo perfeito pode gerar, fazendo com que o indivíduo analise com mais cautela o que consome para compreender a finalidade da ação própria, procurando ajuda profissional quando notar os sintomas prejudiciais.