Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 05/05/2020
O começo do culto à forma física perfeita surge na Grécia Antiga, onde a preocupação com o belo era de extrema importância para os gregos que buscavam uma capacidade intelectual e corpórea, tendo como lema “mens sana in corpore sano” ( mente saudável em corpo são). Assim, atualmente, o estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias, sustentada pela mídia, a qual divulga uma cultura voltada à supervalorização do corpo em detrimento da racionalidade, que ocorre seja por causa de uma padronização da indústria, seja pelos esteriótipos impostos pela sociedade.
Sob esse viés, é útil mencionar a padronização da indústria com a perpetuação do culto à forma física.Dessa forma, é notório que num mundo capitalista, os gostos e desejos são produzidos em massa e, para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois assim, promovem o consumismo desenfreado. Logo, é visto que o Brasil é o líder mundial em cirurgia plástica, segundo o levantamento divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).
Ademais, é importante informar os esteriótipos impostos pela sociedade com a permanência do culto à forma física. Dessa maneira, no filme norte-americano Dumplin, conta a história da jovem Willow, uma menina gorda que não se importa com seu peso e padrões impostos pela sociedade, filha de uma ex-miss que dá muito valor a aparência - a qual não aceita a filha fora dos padrões- ; assim, Willow e suas amigas fazem um movimento chamado “protesto de salto alto”, no qual elas se inscrevem em um concurso de beleza - mesmo fora de paradigmas postos pela sociedade- mostrando que a beleza é muito mais que a estética, dando lições de aceitação e motivação. Desse modo, infelizmente, poucas mulheres atualmente possuem a autoestima da Willow e amigas, já que uma pesquisa feita pela USP afirma que em cada 10 mulheres, 7 são insatisfeitas consigo mesmo.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação criar medidas para serem aplicadas nas escolas e nas demais instituições, que promovam debates sobre aceitação do próprio corpo, através de palestras e reuniões com o intuito de mostrar a todos que o corpo humano é multidimensional e esteticamente plural, por meio de divulgações nas redes sociais - uma vez que ações coletivas têm imenso poder transformador-, a fim de que a sociedade entenda que a beleza está justamente no seu aspecto plural.