Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 06/05/2020
Na Grécia Antiga era comum a ideia de que a estética e o físico perfeito era uma dádiva dada pelos Deuses,além de representar uma prova de ter um intelecto brilhante.Porém,a busca pelo belo é uma problemática recorrente hodiernamente,onde alcançar a perfeição tem se tornado a nova doença da nação,ultrapassando deste modo os limites entre a estética e a saúde,tornado o culto a forma física no século XXI uma forma de opressão.
Logo,procurando se encaixar nos padrões de beleza impostos pela sociedade,homens e mulheres recorrem à academias,clínicas de estética e salões de beleza para alcançarem esses esteriótipos,modificando seus corpos para se tornarem “belos”.Sobre esse aspecto,a indústria de cosméticos se aproveita da alienação desses indivíduos,fazendo propagandas enganosas sobre remédios emagrecedores milagrosos e produtos que garantem a “juventude eterna”,manipulando as pessoas por meio da mídia e,como consequência,fazendo-as questionar sua aparência e se tornarem oprimidas.
Outrossim,em busca desses corpos idealizados,a população se remete a dietas exageradas sem auxílio médico,cirurgias plásticas ilegais,de forma excessiva e desnecessária,tornando-as vítimas de aplicações de materiais sintéticos proibidos em seus próprios corpos,causando,assim,graves riscos à vitalidade.Ademais,doenças como bulimia e anorexia,que são relacionadas a má alimentação,ocasionadas pelo desejo de ter uma boa aparência,induzem-os a abdicar de sua própria saúde para obter os moldes da perfeição,segundo uma pesquisa feita pela Abeso a anorexia atinge 1% da população feminina mundial, enquanto que a bulimia chega a 5%,além de desencadear também doenças psicológicas, como a depressão,devido a baixa-autoestima.
Portanto,para combater tais hábitos,urge que o Ministério da Saúde disponibilize nas escolas e centros de saúde,nutricionistas e psicólogos que façam o acompanhamento de cada indivíduo,orientando-os a maneira certa de ter uma vida saudável e esclarecendo a importância de viverem bem com seus corpos,diminuindo,assim,as doenças.Além disso,esse mesmo órgão deve fazer fiscalizações periódicas nas clínicas de estética e empresas de cosméticos,aumentando o número de fiscais disponíveis nesses locais e apreendendo medicamentos caluniosos e ilegais que comprometem a saúde das pessoas,cessando,desse modo,as complicações decorrentes do uso dos mesmos.Assim,os paradigmas de beleza poderão ser quebrados e as pessoas passarão a valorizar seu eu com liberdade.