Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?
Enviada em 15/05/2020
É possível afirmar que a maioria da população brasileira é contra a Lei do menino Bernardo, mais conhecida como Lei da palmada. Tendo em vista disso o site da UOL lançou uma enquete onde a advogada Roberta Densa, que também é integrante da comissão de Direitos Infanto Juvenil da OAB, explicava o que era a lei e os pais opinavam sobre ela. Não apenas no Brasil como também em vários outros países, o fato da lei ser aprovada causou grandes revoltas, gerando assim a abolição da lei em alguns lugares como, por exemplo, a Nova Zelândia.
Vale também ressaltar que os votos contra a lei da palmada não foram poucos, de 98 mil, 75% deles foram contra. A discussão na enquete deu um parecer de que as famílias brasileiras estavam se sentindo violadas pelo fato do governo estar intervindo em assuntos que eles julgam ser privados. Muitas pessoas chegaram até a lembrar de que foi comprovado em uma pesquisa feita com bons psicólogos antes mesmo de a lei ser aprovada pelo governo que em determinadas situações a palmada é mesmo um recurso quase insubstituível. Aliado a isso, as discussões em outros países ao redor do mundo são bem parecidas e em alguns casos o voto contra quase chegou a ser unânime. Na França, por exemplo, oitenta e dois por cento foi contra, segundo um estudo realizado no ano passado, no entanto o número de pessoas que confessam ter usado a violência física ou mental nas crianças diminuiu de uns dez anos para cá. Contudo os poucos que são a favor da lei argumentam dizendo que a violência é de fato algo que usada no dia a dia acaba se tornando algo incontrolável.
Desse modo podemos dizer que o governo poderia aplicar não só o seu tempo como também seu dinheiro em campanhas que instruam mais os pais e adultos para corrigir as crianças sem precisar usar a violência, lembrando a eles que mesmo que muitos não levem a lei a sério existem diversos tipos de leis sobre a violência aos menores citar alguma lei.