Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 16/05/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

No presente, quando o assunto se trata de educação em casa, há um grande conflito em relação aos castigos físicos. Pais afirmam sua necessidade, dizendo como é útil e mais prático fazer seus filhos aprenderem usando meios “brutos”, tornando-os obedientes ao usar o medo como ferramenta de ensino. Outros pais discordam fortemente, crendo que ao sentar-se e discutir com seus filhos, apontando seus erros e ensinando-lhes o certo e errado, é a maneira certa de praticar a arte do ensino. Todas essas argumentações giram entorno de uma das leis do Brasil, a Lei 13.010, Lei da Palmada como ficou conhecida qual proíbe qualquer uso de violência no ensino. Por causa disso, existem diversos pensamentos discutindo se essa lei é realmente necessária como uma alavanca no avanço social, ou apenas o Estado intervindo na criação familiar, pondo os cidadãos em crescente conflito.

Dessa forma, em meio a várias discussões, a sociedade brasileira chegou em um consenso de que o uso de leves castigos físicos podem ser precisos, mas apenas em última alternativa. O certo é primeiro tentar direcionar os filhos por meio de argumentação, optando o uso de palmadas somente quando falar não der certo. O administrador de empresas Carlos Damasceno, 40 anos, é um dos que contam à favor de tal ideia. Sendo pai de três meninas, ele mesmo confessa ter recorrido ao uso de palmadas: “Uma das minhas filhas é bem danada e já levou muita palmada.". Ele é seguido por Flávia Passos, 37 anos, enfermeira e mãe de um rapaz de 21 anos. Para ela, agressão física que deixa hematomas e fraturas devem ser punidas, mas palmadas ocasionais não fazem mal à criança.

Levando em consideração todos esses dados, pode ser dito que o uso de pequenas palmadas e a argumentação coexistem entre si quando o assunto se trata educação, uma dependendo exclusivamente da outra. Em outros aspectos, a Lei da Palmada não é uma tentativa de avanço social, mas sim serve como uma medida de segurança, impedindo o que aconteceu no notório caso do menino Bernardo, se repita com outras crianças pequenas.