Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 09/05/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Por muito tempo, a educação das crianças era realizada através de palmadas, como forma de castigo pelo mau comportamento. Todavia, em 2014, essa cultura mudou, devido a criação da Lei da Palmada, que deixa explícito a proibição dos castigos físicos como forma de educar, bem como fazer com que os responsáveis percam a guarda do filho. Certamente, essa lei é de suma importância, pois essas agressões podem causar danos severos nas crianças e adolescentes, e torná-los adultos violentos.

Uma pesquisa publicada no periódico da Sociedade Internacional para a Prevenção ao Abuso e à Negligência Infantil concluiu que os adultos que apanhavam na infância corriam maior risco de fazer uso abusivo do álcool e de drogas, e tinham mais probabilidade de cometer suicídio. Além disso, uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2010, aponta que 2% dos brasileiros apanharam dos pais. Dentre esses, 16% afirmaram que apanhavam sempre e 29% apanhavam de vez em quando.  Diariamente no Brasil, são notificados notificados mais de 233 casos de abusos contra crianças e adolescentes, sejam eles físicos, psicológicos ou por tortura.

Visto a quantidade de casos relatados sobre violência doméstica no país, se torna imprescindível a aplicação dessa lei na sociedade, em virtude do bem estar das crianças e adolescentes. O governo, em parceria com Ministério dos direitos humanos, deve realizar palestras alertando os país ou responsáveis sobre os efeitos negativos que as palmadas podem causar nas crianças. Os pais devem se conscientizar e achar uma outra forma de educar seus filhos, e em hipótese alguma usar a violência como um meio para isso. E por fim, a população deve denunciar para as autoridades competentes sempre que presenciar algum caso de agressão. Assim, os direitos das crianças e adolescentes serão respeitados e a sociedade será menos violenta e melhor para todos.