Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Desde o final do século XX, os jogos eletrônicos passaram de simples passatempos para complexos universos interativos que movimentam bilhões de dólares e influenciam a vida de milhões de pessoas. Embora apresentem potencial para estimular habilidades cognitivas e sociais, também podem gerar impactos negativos quando utilizados de forma excessiva ou sem orientação adequada. Nesse sentido, o filósofo Aristóteles já defendia que a virtude está no equilíbrio, ideia aplicável ao uso dessa tecnologia.
Entre os benefícios, pesquisas da Universidade de Oxford (2020) apontam que jogos moderados podem melhorar a coordenação motora, o raciocínio lógico e até a capacidade de resolver problemas. Além disso, títulos colaborativos incentivam o trabalho em equipe e a comunicação. Entretanto, o uso descontrolado pode levar a problemas como sedentarismo, isolamento social e, em casos extremos, à dependência comportamental — reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como transtorno em 2018.
Outro ponto preocupante é a exposição a conteúdos violentos. Estudos da American Psychological Association indicam que jogos com temáticas agressivas, quando consumidos sem acompanhamento, podem aumentar a tolerância à violência e influenciar comportamentos hostis, especialmente em jovens em fase de formação socioemocional. Assim, a falta de mediação familiar e escolar contribui para que os efeitos negativos se sobreponham aos positivos.
Portanto, é necessário que o Estado, em parceria com desenvolvedoras e escolas, promova campanhas educativas sobre o uso responsável de jogos eletrônicos, além de incentivar a produção de conteúdos que estimulem habilidades construtivas. Desse modo, será possível equilibrar os impactos dessa prática, potencializando benefícios e minimizando riscos, para que os jogos sejam aliados e não vilões no desenvolvimento humano.