Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Na contemporaneidade, os jogos eletrônicos tornaram-se um dos principais passatempos juvenis, presentes no lazer e, gradualmente, na educação. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece o valor de competências digitais, que podem ser estimuladas por essa prática. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, em 2018, o Gaming Disorder como distúrbio mental, alertando para seus riscos. Assim, é essencial refletir sobre os efeitos positivos e negativos desse fenômeno.

Diante desse cenário, pesquisas do Instituto Ayrton Senna (2022) mostram que jogos, quando usados com moderação e supervisão, desenvolvem raciocínio lógico, persistência e trabalho em equipe. Essas competências, valorizadas pela BNCC, podem ser aplicadas em sala de aula por meio da gamificação, tornando o aprendizado mais atrativo. Além disso, o avanço dos eSports comprova que o universo gamer oferece oportunidades de carreira e movimenta bilhões de dólares. Dessa forma, quando bem direcionados, os jogos eletrônicos podem ser aliados do desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens.

Por outro lado, a OMS alerta que o uso excessivo pode prejudicar relações sociais, desempenho escolar e saúde mental. A American Psychological Association também aponta que a exposição prolongada a jogos violentos pode favorecer comportamentos agressivos, especialmente em jovens. A ausência de orientação familiar e o fácil acesso a conteúdos impróprios intensificam esse cenário. Desse modo, embora possuam potencial educativo, os jogos exigem acompanhamento para evitar prejuízos ao desenvolvimento saudável.

Portanto, é necessário equilibrar os benefícios dos jogos eletrônicos com a prevenção de danos. O Ministério da Educação, junto a escolas e desenvolvedores, deve explorar conteúdos que estimulem habilidades cognitivas e socioemocionais, através da criação de programas de gamificação pedagógica. Paralelamente, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização para pais, por meio de redes sociais e palestras escolares, orientando sobre o uso moderado. Assim, os jovens poderão aproveitar esse recurso de forma saudável e construtiva.