Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

Na atualidade, os jogos eletrônicos se tornaram uma das principais formas de lazer entre os jovens, moldando comportamentos e relações sociais. Desde os anos 1980, a evolução tecnológica tornou essas experiências mais imersivas, intensificando benefícios e riscos. Conforme o filósofo Gilles Lipovetsky, vivemos na “sociedade do hiperconsumo”, na qual o entretenimento é impulsionado por produtos culturais de grande apelo, como os games. Assim, torna-se essencial refletir sobre os impactos que essas práticas geram no desenvolvimento juvenil.

Sob um viés positivo, os jogos eletrônicos podem estimular raciocínio lógico, coordenação motora e habilidades sociais. Estudos da Universidade de Oxford mostram que certos games melhoram a resolução de problemas e a atenção. Além disso, modalidades cooperativas favorecem o trabalho em equipe, habilidade valorizada no mercado atual. Essa dinâmica aproxima-se do conceito de “aprendizagem significativa” de David Ausubel, no qual o conhecimento é mais efetivo quando vinculado a experiências envolventes e de interesse pessoal.

Por outro lado, o uso excessivo ou inadequado pode gerar prejuízos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o “transtorno de jogos”, caracterizado por dependência e isolamento social. A exposição prolongada a conteúdos violentos, segundo Craig Anderson, pode dessensibilizar o jogador. Isso se relaciona à “Teoria do Cultivo”, de George Gerbner, que defende que narrativas midiáticas repetidas influenciam percepções e comportamentos, reforçando a importância da supervisão e do equilíbrio no uso.