Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Na contemporaneidade, os jogos eletrônicos ocupam um espaço central no cotidiano dos jovens, constituindo-se não apenas como forma de lazer, mas também como elemento cultural e social. Nesse contexto, embora apresentem benefícios no desenvolvimento cognitivo e social, o uso excessivo e sem orientação pode acarretar riscos à saúde física e mental. Assim, torna-se necessário refletir sobre os impactos positivos e negativos dessa prática, a fim de compreender seus efeitos na formação da juventude. Sob uma perspectiva positiva, os games podem ser ferramentas de aprendizagem e de estímulo a habilidades relevantes. De acordo com o pesquisador James Paul Gee, jogos eletrônicos podem favorecer a resolução de problemas, a criatividade e o raciocínio crítico. Esse argumento pode ser constatado em práticas comuns, como os jogos de estratégia, que exigem decisões rápidas, ou os cooperativos online, que incentivam o trabalho em equipe e a comunicação entre diferentes culturas. Dessa forma, os jogos, quando bem utilizados, podem ir além do entretenimento e contribuir para o desenvolvimento intelectual e social dos jovens. Em contrapartida, é inegável que os games também podem gerar efeitos prejudiciais. O filósofo Aristóteles já defendia que o equilíbrio é essencial em qualquer atividade humana, e a ausência desse controle pode levar a excessos nocivos. Esse raciocínio pode ser observado no uso excessivo dos jogos, que provoca sedentarismo, isolamento social, distúrbios do sono e até comportamentos agressivos em contato com conteúdos violentos. Logo, a falta de orientação e limites adequados transforma uma prática que poderia ser benéfica em um fator de risco ao desenvolvimento saudável dos jovens.