Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”, afirmou Aldous Huxley. Essa frase resume de forma precisa o debate sobre os efeitos dos jogos eletrônicos nos jovens, assunto que desperta intensas discussões na sociedade atual. De um lado, há quem associe diretamente os games ao aumento da violên-cia, argumentando que eles reduzem a sensibilidade e incentivam comportamentos agressivos. De outro, pesquisas e especialistas indicam que não existem provas sólidas para sustentar essa relação, mostrando que o impacto dos jogos vai muito além da violência, podendo também gerar benefícios significativos.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que, é fato que alguns jogos violentos podem estimular comportamentos impulsivos, como apontam estudos laboratoriais. Poré-m, dados revelam que o crescimento das vendas de games não acompanhou o aumento da criminalidade juvenil. Esse contraste indica que o comportamento de um jovem não é moldado apenas pelo conteúdo que consome, mas também por fatores como ambiente familiar, relações escolares e acompanhamento psicológi-co. Portanto, responsabilizar exclusivamente os jogos eletrônicos pela violência é uma simplificação perigosa.

Ademais, existem impactos positivos que não podem ser ignorados. Jogos aplica-dos de forma estratégica em sala de aula podem auxiliar no aprendizado, desenvol-vendo concentração, raciocínio lógico e até outras habilidades. Casos como o do EndeavorRx, jogo aprovado para tratamento de crianças com TDAH, comprovam que os games podem ter função terapêutica e contribuir para a saúde mental. Não se pode negar tais avanços, pois, deve-se usar a tecnologia a favor do desenvolvi-mento humano.

Portanto, é essencial buscar equilíbrio no uso dos jogos eletrônicos. Isso passa por campanhas de conscientização para pais e jovens, respeito à classificação indi-cativa e incentivo ao uso educativo e responsável dessa ferramenta. Além disso, a presença de psicólogos nas escolas pode prevenir excessos e potencializar benefíci-os, criando um ambiente saudável para que a tecnologia cumpra seu papel de forma positiva. Afinal, os jogo não são vilões. São recursos que reflete a escolha de que o utiliza.