Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

No início do século XXI, a revolução digital ampliou o acesso a recursos de entretenimento, e os jogos eletrônicos consolidaram-se como uma das principais formas de lazer juvenil. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (2024), mais de 70% da população brasileira joga regularmente, sendo a maioria composta por indivíduos de 10 a 24 anos. Tal cenário suscita discussões sobre os impactos dessa prática na formação social, emocional e cognitiva, que podem variar entre benefícios e prejuízos, a depender da forma e intensidade do uso.

Sob uma ótica positiva, os jogos eletrônicos contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, memória e tomada de decisão rápida. Títulos que envolvem estratégia e resolução de problemas demandam planejamento e adaptabilidade, competências valorizadas no mercado de trabalho contemporâneo.

Entretanto, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde, o uso excessivo pode acarretar problemas como sedentarismo, distúrbios do sono e isolamento social. Ademais, jogos com elevado teor de violência podem influenciar negativamente comportamentos, sobretudo em adolescentes, como aponta a teoria da aprendizagem social de Albert Bandura. A busca constante por recompensas virtuais, por sua vez, pode estimular comportamentos compulsivos.

Diante disso, é imprescindível que haja equilíbrio no consumo dessa mídia. Famílias e instituições de ensino devem orientar os jovens para um uso consciente, promovendo também atividades físicas e interações sociais presenciais. Paralelamente, o Estado deve investir em campanhas educativas e na regulamentação de conteúdos potencialmente nocivos, de modo a reduzir riscos sem negligenciar o valor cultural e educativo dos games.