Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 14/06/2024

No preâmbulo da Constituição Federal de 1988, declara-se o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça. Apesar disso, percebe-se, na realidade brasileira, a falta de aplicação desses princípios em diversos casos, destacando-se a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais. Em síntese, esse cenário ocorre principalmente pela formação do indivíduo e pela ascensão das redes sociais.

Sob esse viés, a princípio, a forma como o indivíduo é criado faz com que vários padrões de comportamento sejam observados. Do mesmo modo, o habitus, conceito de Pierre Bourdieu, é um conjunto de padrões de pensamentos e de comportamentos que são herdados da família e reforçados na escola. Logo, se a pessoa não é exposta a contextos diferentes, com pessoas diferentes, torna-se alienado e isso faz com que seja mais fácil desrespeitar, atacar e distribuir ódio nas redes.

Além disso, o uso da internet proporcionou uma maior difusão de ideias. Entretanto, segundo o livro “O filtro invisível”, a comunicação está indo de um modelo com responsabilidades e funções cívicas definidas para outro sem senso ético, em que se pode manipular contextos, fluxos de informações e atenção dos usuários. Assim, essa manipulação faz com que os próprios indivíduos se tornem cada vez menos críticos em relação ao conteúdo que está sendo publicado e consumido, tendo quase um efeito manada, quando se começa a destinar o ódio a alguém ou à alguma situação, os outros se justam e amplificam esse cenário, ao invés de analisarem não somente essas postagens, mas o próprio comportamento perante as situações.

Portanto, para se diminuir a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais, o Governo deve criar projetos que incentivem a pluralidade nas escolas, além disso, a família tem um papel imprescindível na aceitação e estimulação dessa diversidade. Essas medidas serão feitas por meio de campanhas e workshops, com atividades lúdicas e com a disponibilização de um material educativo, como panfletos. Isso para garantir os princípios presentes no preâmbulo da Constituição.