Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 01/09/2023

O discurso de ódio na internet vem crescendo cada vez mais, fazendo com que a quantidade de vítimas aumente exponencialmente com o passar do tempo. Segundo a Central Nacional de denúncias de crimes cibernéticos, o número de denúncias de crimes de discurso de ódio em ambiente virtual em 2022 cresceu cerca de 70% em relação a 2021. Os dados mostram que esses ataques virtuais só vêm aumentando e isso se dá pela falta de respeito na internet e também pela falsa sensação de impunidade.

Em primeira análise, a falta de respeito infelizmente sempre esteve presente nas sociedades atuais, mas com a chegada da internet, esse número aumentou ainda mais, pois as pessoas não sabem respeitar suas diferenças, sejam elas religiosa, de gênero, regional. De acordo com o Sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o homen brasileiro é antes de qualquer coisa, cordial. Ou seja, ele acha que o mundo deve se comportar do jeito que ele pensa, e quando as outras pes-soas não seguem esse “padrão”, o sujeito acaba por destilar ódio nessas vítimas, por meio das redes sociais, como por exemplo, o instagram, o facebook, o twitter, o discord. Esses ataques ainda podem acarretar em diversos problemas de saúde, como a depressão, que se não tratada pode levar a morte.

Ademais, a falsa sensação de impunidade através do anonimato faz com que o agressor se sinta confiante para atacar as vítimas, mas o que eles não sabem é que a sensação de impunidade é ilusória, pois os profissionais na área de investi-

gação criminal digital estão cada vez mais preparados. Segundo a Constituição Fe-deral de 1988, ter sua crença, etnia, raça, origem hostilizados é considerado um crime de ódio, ou seja, as pessoas que fazem esses ataques virtuais não estão impunes, pois as autoridades estão trabalhando para conseguir acabar com esses ataques cibernéticos.

Portanto, para acabar com a intolerância e com o discurso de ódio na internet, o Governo deve conscientizar as pessoas de que a falta de respeito acaba afetan-

do quem sofre esses ataques, por meio de palestras, campanhas na TV, anúncios nas rede sociais, para que as pessoas possam se expressar e acessar tranquila-mente a internet.