Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 22/07/2023

Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflito. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o discurso de ódio e a intolerância nas redes sociais apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de regras para o uso da internet, quando da falta de respeito às diferenças. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Inicialmente, é fulcral pontuar que a intolerância deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre nas redes sociais. Devido à falta de atuação das autoridades, a internet é uma “terra sem lei”, e consequentemente, os indivíduos se sentem livres para denegrirem e odiarem a quem quer que seja. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de respeito e de educação familiar das pessoas que promovem o discurso de ódio como impulsionador do problema. Segundo a ONG Safernet, houve um aumento de 200% nas denúncias contra contas que divulgam conteúdos de cunho discriminatório entre os anos de 2010 e 2013, evidenciando a força de crescimento dessas ações. Partindo desse pressuposto, a humilhação e exclusão estão fazendo parte da vida de várias pessoas que são maltratadas pelas redes sociais. Isso retarda a solução do problema, já que a falta de respeito contribui para continuidade da situação.

Logo, medidas firmes são necessárias para conter o avanço do problema. Assim, com o intuito de mitigar a discriminação na internet, é preciso que o Estado direcione capital que, através do MEC, será revertido em campanhas publicitárias, expostas nas escolas e redes de comunicação, a fim de conscientizar as pessoas sobre a gravidade dos atos discriminatórios. Desse modo, a intolerância e o discurso de ódio será atenuado e a sociedade alcançará a Utopia de More.