Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 15/05/2023

De acordo com Steve Jobs, um dos fundadores da famosa marca “Apple”, “a tecnologia move o mundo. Contudo, os avanços tecnológicos não trouxeram só avanços a sociedade”. Nesse sentido, percebe-se que, o crescimento digital trouxe para a sociedade brasileira um retrocesso em relação ao discurso de ódio confundido com liberdade de expressão. Desse modo, convém ressaltar que, a problemática ocorre não só pela normalização dessas atitudes, por parte da sociedade, mas também pela negligência governamental.

A priori, é de suma importância ressaltar a normalização dessas atitudes como fator que contribui para a permanência do impasse. Nessa lógica, segundo a filósofa Hannah Arendt, com o conceito de “banalização do mal” o que diz respeito a banalização de uma crueldade, por conta da alta frequência que tal ação cruel ocorre na sociedade. Seguindo essa linha de raciocínio, podemos afirmar que, a população verde e amarela banaliza o mal quando parte dela, não age de forma responsável e consciente ao expressar sua opinião no âmbito cybernético, e nem denunciam pessoas que agem de tal maneira. Ademais, tal comportamento inrreposável contribui para uma cada vez mais odiosa.

Outrossim, é visível que a negligência governamental colabore para a manutenção da problemática. Sob esse viés, segundo Gilberto Dimnestein, na sua obra “Cidadão de Papel”, conceitua os cidadãos de papel indivíduos cujo os direitos constitucionais não são garantidos na prática. Sob tal ótica, é cabível concluir que, as vítimas de crimes de ódio no ambiente digital são cidadãos de papel, pois boa parte dos criminosos que os tornaram vítimas, não foram devidamente punidos, como é assegurado na constituição. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, é necessário intervenção. Para isso, a Unidade Especial de Investigação de Crimes Cibernéticos (UEICC) , deve criar campanhas de conscientização, por meio das redes sociais devem divulgar essas campanhas, com a finalidade de conscientizar a população brasileira, Tais campanhas devem tratar da importância da denúncia dessas infrações, e de como o discurso de ódio afeta negativamente a sociedade. Só assim teremos um Brasil menos odioso.