Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 20/04/2023
O iluminismo foi um movimento ocorrido a partir do século XVII, na Europa, o qual culminou na estruturação do princípio da dignidade enquanto uma gênese dos direitos sociais. Nessa perspectiva, tal concepção defende a condição humana de ser tratado corporativamente como um cidadão pleno sobre todas as situações. Todavia, isso não se corrobora visto aos discursos de ódio e a intolerância na internet que afetam a capacidade de convívio entre as pessoas. Assim, não só o descaso estatal, mas também a banalização pública auxiliam o progresso do óbice.
A priori, ressalta-se que o descaso do governo em promover medidas a fim de sanar tais mazelas gera a persistência desse imbróglio. Sob esse viés, salienta-se o conjunto de 17 metas sociais e igualitárias criadas para solucionar os problemas no mundo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre elas está a redução significativa de todas as formas de violência e as taxas de mortalidade até 2030. Contudo, devido à indolência do Estado em cumprir sua função social, notícias como as do Jornal Nacional em que o número de massacres organizados em escolas, no ano de 2023, cresceu em 200% se comparado aos 5 últimos anos, tornam-se cotidianas reforçando, por conseguinte, a ineficácia do sistema.
Ademais, ratifica-se a afirmativa atribuída pela socióloga Hannah Arendt sobre banalidade pública do mal, isso porque entende-se que todas as ações do homem estão ligadas ao meio em que se vive. Partindo desse pressuposto, compreende-se como a sociedade consegue se manter inata diante de momentos caóticos. Nessa conjuntura, os discursos de ódio disseminados em redes sociais como o Twitter abordam uma visão totalmente esteriotipada, a qual não aceita diferentes padrões e atua com austeridade acima dos mesmos, como detalhado pelo jornal CNN.
Portanto, é dever do governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover políticas para mitigar esse problema. Para tanto, é primordial a criação de leis rigorosas que assegurem a segurança dos povos oprimidos por tais grupos, por meio do policiamento em locais ameaçados, bem como, a especialização dos postos de vigilância, por meio da destinação de verbas para sua estruturação, visando reconhecer possíveis ataques por operações on-lines, reduzir as taxas de morte e cumprir com a premissa iluminista exposta.