Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 31/08/2022

Na obra “Utopia, do inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de conflitos e defeitos. No entanto, o que se observa na atualidade vai em oposição às prerrogativas do autor, uma vez que a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais apresenta-se como barreira para os planos de More. Nesse sentido, essa realidade se deve de uma omissão estatal, como também da má conduta da população.

Em primeiro plano, o governo como promotor do bem comum, não cumpre seu papel ao se omitir diante dos milhares de casos de intolerância nas mídias. Sob esse viés, a Constituição Federal Brasileira afirma que todos são iguais perante a lei e têm direito `a igualdade, sem distinção de qualquer natureza, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que a investigação dos indivíduos intolerantes e a de punição sobre os mesmos, não se faz presente no Brasil. Logo, os direitos constitucionais ficam no papel.

De outra parte é preciso pontuar a irresponsável conduta da sociedade como um dos impulsionadores do impasse. A esse respeito, de acordo com o filósofo Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Sob essa ótica, é visível que as crianças não nascem intolerantes, mas se tornam ao replicar comportamentos das pessoas que convivem. Diante disso, é notório que a sociedade não cumpre seu papel ao educar as crianças haja vista que as ações errôneas dos adultos não são regredidas. Desse modo, faz-se necessários medidas para corrigir tal exposto.

Portanto, é mister que o Estado tome providências que amenizem o quadro. Acerca disso, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) devem, por meio de verbas governamentais, criar campanhas contra o discurso de ódio nas redes, com anúncios e vídeos detalhando as formas de denúncias e as punições para os agressores, com objetivo de banir os intolerantes do meio virtual e garantir que as redes sociais sejam um espaço de convívio melhor. Assim, a sociedade brasileira se assemelhará a utopia de Thomas More.