Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 12/04/2022
Em um recente episódio do podcast Flow Podcast, foi jugado o discurso de um dos apresentadores, Monark, em que ele falava que os nazistas deveriam ter o direito de assumir esse posicionamento, sendo que o nazismo foi responsável pela morte de cerca de 40 milhões de pessoas, depois disso muito se foi questionado sobre o limite da liberdade de expressão. Como diz o filósofo John Stuart Mill em sua obra " Aliberdade", a liberdade de se expressar não deve ser temida nem aparada, somente quando cause danos injustos, que foi o caso do discurso do apresentador. Assim, a liberdade acaba quando afeta a do próximo.
Conforme as ideais de liberdade de pensamento, trazida pelo iluminismo, movimento que teve início no século XVIII, foram espalhadas pelo mundo, pouco se falou em limites. Dessa maneira, nos dias atuais é visto muitas pessoas violando o artigo 140, sobre injuriar alguém, achando que estão protegidas pelo artigo 5°, onde é falado que todos os indivíduos são livres em suas escolhas e pensamentos, e por isso é visto uma sociedade intolerante a opinião alheia maquiando seu discurso de ódio com a frase " É apenas a minha opinião",
Mesmo com uma lei que tem até uma detenção de um a seis meses ou multa em dinheiro, o problema ainda não foi resolvido, porque encontra-se uma dificuldade em dizer onde dentro de um discurso pode se dizer que é o limite da liberdade e vira uma ofensa a dignidade. Por isso a lei não é bem aplicada e leva a repetição do problema.
Portanto, é dever do poder judiciário e do ministério da comunicação, em parcerias com grandes plataformas sociais como: Instagram, Facebook e Google. Propor conversas sobre o limite da liberdade de expressão por meio de palestras, rodas de conversa ou lives na internet, para que as pessoas fiquem atentas as suas palavras para não denegrir ninguém.