Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 08/04/2022
Em “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da ilustre produção literária com ênfase na sociedade brasileira hodierna, nota-se o oposto dos ideais de Platão, uma vez que a intolerância e discursos de ódio nas redes sociais, representam um obstáculo de grandes proporções à ser enfrentado de maneira mais organizada pela sociedade.
A princípio, as redes sociais tiveram grande importância no processo de globalização, promovendo integração social, econômica e cultural entre as diferentes regiões do planeta. Nesse sentido, os avanços tecnológicos intensificaram os sistemas de informações, com destaque para a difusão do conhecimento.
Entretanto, as redes e seus algoritmos contribuem para radicalizar o comportamento de pessoas comuns, culminando em atos atípicos. Segundo dados publicados pela Agência Brasil, quase 40% das crianças e adolescentes reconhecem discriminação e intolerância na internet. Por certo, as relações sociais de fato fazem bem essencial e necessário a nosso meio, porém, medidas são necessárias para combater as diversas formas de intolerância disseminadas nas redes.
Em síntese, o impasse é historicamente afetado pela sociedade e Estado. Portanto, é necessário que haja uma parceria entre as mídias e o Ministério da Educação promovendo campanhas de mobilização e criação de programas escolares, que visam contemplar as diferenças e o respeito à todas elas. Soluções coletivas em detrimento das opções individuais, norteiam um caminho mais sapiente para um a consecução de um país, de fato, mais próspero. Com essas ações a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e além disso, alcançar o bem-estar social.