Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 22/03/2022

Presente no Art. 5° da Constituição Brasileira, fica decretado e manifestado os direitos de inviolabilidade do direito à vida, segurança, propriedade, igualdade e liberdade, sendo todas as pessoas iguais perante a lei, sem restrições e distinções de qualquer natureza. Diante disso, ressalta-se que a igualdade e a liberdade são privilégios e direito de todos, sem nenhuma exceção. Entretanto, frente a uma sociedade volátil e intolerante, a propagação de discursos de ódio, principalmente nos meios de comunicação virtual - especificamente as redes sociais - afetam diversas pessoas e, muitas vezes, consideradas minorias pela sociedade (mulheres, negros, homossexuais, indígenas, entre tantos outros grupos de vulnerabilidade) .

É certo que, manifestar ideias, pensamentos, pontos de vista, faz parte da liberdade de expressão, que é uma garantia assegurada para todo indivíduo. Porém, expressar-se estimulando a violência ou a ameaças que coloquem em risco a vida de outra (s) pessoa (s); posicionamentos que incitem a discriminação, seja de determinada religião, nacionalidade, etnia, deficiência (física, mental, intelectual e ou sensorial) ou gênero; podem ser considerados crime, e não devem ser impunes.

Outrossim, Zygmunt Bauman, ao desenvolver seu conceito de modernidade líquida, considerava que as relações sociais contemporâneas são marcadas por indivíduos egoístas e individualistas. Logo, a intolerância e a apatia são geradas por consequência de humanos influenciáveis e frágeis. Nas redes sociais, cada dia mais tem ficado evidente as milhares de pessoas marcadas por essa liquidez, que, por sua vez, não hesitam em disseminarem ódio e atacarem as pessoas.

Em “Odiados pela Nação”, da série Black Mirror, faz-se uma crítica e uma relação ao discurso de ódio atual, vistos nas redes sociais, além do posicionamento das pessoas coletivamente e individualmente, e os impactos causados psicologicamente às pessoas perseguidas ou, os cancelados da internet. Frente a tal problemática, punições através do Estado são essenciais, pois além do crime de ódio, estas pessoas lesam a honra e a liberdade dos indivíduos atacados. Além disso, introduzir-se ensinos sobre direitos e leis a respeito da liberdade, e formas de defesa e denúncia são de extrema importância para os cidadãos, principalmente jovens e adolescentes, que são o futuro da nação.