Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 08/11/2021
Nos fimes de Harry Potter, os dementadores são seres que se alimentam do sentimento de felicidade e esperança dos indivíduos, causando a sensação de tristeza. Analogamente, a intolerância e os discursos de ódio presentes nas redes sociais causam o mesmo sentimento nas vítimas, uma vez que contribuem para quadros de depressão e suicídio. Dessa forma, deve-se traçar estratégias a partir da atuação do problema: estreitamento das relações interpessoais e má influência midiática.
Em primeira instância, cabe ressaltar que, segundo ao site BBC news, a intolerância existente nas redes sociais é a principal causa da depressão na sociedade contemporânea. Nesse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman diz, em seu livro Modernidade líquida, que esse fato se deve à tecnologia, por ser a principal responsável pela diminuição do contato entre as pessoas e a redução do sentimento de empatia nas relações, corroborado, assim, para a formação de indivíduos intolerantes e ignorantes.
Outrossim, a má influência da mídia é um entrave no que tange ao impasse. Diante disso, o filósofo Pierre de Baurdieu postulou que O que foi criado para ser instrumento de democracia não pode ser convertido em mecanismo de opressão. Tal perspectiva aponta para a responsabilidade dos veículos midiáticos, que deveria ser um promotor de democracia de conhecimento e informação, em discutir amplamente as consequências geradas pelo aumento dos discursos de ódio nas redes. Assim, é preciso suscintar a ação deste veículo para a construção social desejada.
Portanto, é necessário intervir sobre o problema. Para tanto, a mídia de massa deve criar uma propaganda, por meio de entrevistas com vítimas de bullying e situações de intolerância na internet, a fim de influênciar ações reflexivas sobre o tema. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é precisso intervir, também, sobre o estreitamento das relações interpessoais. Assim, haverá uma sociedade mais empática e harmônica.