Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 08/10/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todo ser humano tem direitos sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza. No entanto, na prática, esse direito é corrompido, uma vez que a internet está infestada de discursos de ódio e intolerância com o que é diferente. Nesse sentido, podemos destacar como principais causas desse problema o preconceito já existente na sociedade e a sensação de impunidade gerada pelo anonimato da internet.

Em primeiro plano, durante a Segunda Guerra Mundial, com o Nazismo de Hitler, tornou-se evidente os preconceitos vigentes na sociedade, uma vez que culturas e preferências diferentes eram perseguidas e massacradas com o apoio da população. Nesse cenário, com o advento da internet, as redes sociais transformaram-se em palco para todos esses discursos de ódio, além de tornar as agressões verbais em algo aceitável com o discurso de que as redes sociais são “Terras sem Lei”. Por isso, a conscientização sobre as diferentes culturas e preferencias faz-se necessária.

Outrossim, a sensação de impunidade gerada pelo anonimato que as redes sociais podem oferecer causa segurança na hora da destilação de ódio que os usuários promovem. Nesse viés, a história da blogueira Alinne Araújo, que cometeu suicídio após inúmeros comentários ofendendo-a, que partiram, principalmente, de perfis falsos no Instagram, mostra a falta de cuidado e empatia que permeia a rede. Por esse motivo, o Poder Legislativo deve criar leis que visem a inibição de práticas que possam constranger ou ofender alguém na internet.

Portanto, o combate à intolerância e aos discursos de ódio nas redes sociais faz-se imprescindível e urgente. Por essa razão, o Ministério da Educação, que é o responsável por todo o sistema educacional brasileiro, deve oferecer cursos sobre a importância da tolerância e da empatia nas escolas visando a melhoria na consciência social desde a infância. De forma síncrona, esses cursos devem ser ministrados por profissionais de psicologia em parceria com pedagogos para que o ensino seja bem absorvido pelos alunos. Dessa maneira, formar-se-ão cidadãos capazes de entender e, principalmente, respeitar as diferentes crenças e opiniões existente na sociedade.