Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 28/08/2020
Após a crise capitalista de 1929, o medo da ascensão de políticas socialistas permeou por toda Europa. Desse modo, com intuito de proteger o modelo vigente, utilizou-se discursos de ódio com grupos específicos para fortalecimento do poder. Análogo a isso, no Brasil, o retrocesso é notório no que tange à falta de empatia nos discursos e debates com falas extremistas e de ódio. Isso se revela na polarização política, bem como nos limites da liberdade de expressão.
Em primeiro plano, é preciso pensar que a polarização política pode levar a prejuízos em relação às bases da democracia. Dessa maneira, ao considerar os espaços de desvirtuamentos políticos, há um processo recente de retrocesso nos direitos às liberdades, supostamente consolidados, pois, com essa visão dicotômica, o aumento do ódio e intolerância permeia no país. A exemplo disso, no período eleitoral de 2014, ocorreram movimentos para polarização do país, visto que a população unida era mais forte, e com a segregação de partidos, as pessoas perderam a capacidade do diálogo. Assim, consoante a Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem, então enxergar uns aos outros como ameaça, o diálogo começa a ficar inexistente.
Sob esse viés, há debates nos quais ocorrem a ultrapassagem da liberdade de expressão ao ferirem o direito, a honra e dignidade dos indivíduos. Assim, com o mundo globalizado, a internet é um importante difusor de informações e opiniões, no entanto, é necessário não consolidar que esses limites sejam ultrapassados, ao permitir que comentários ofensivos sejam utilizados pelas pessoas as quais, asseguradas pelo direito de expressão, reforçam preconceitos e estereótipos que são justificados como opinião. Já que, segundo Foucalt,o discurso tem uma força, que pode ser construtiva ou não. Outrossim, a cordialidade do povo brasileiro mascara as situações frequentes com a intolerância nos discursos.
Em suma, medidas são necessárias para diminuir a disseminação do ódio no século XXI. Portanto urge ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criar um mecanismo nas redes sociais, por meio de um detector de expressões e frases ofensivas, filtrando esses conteúdos e alertando ao usuário o risco de perca de conta, objetivando maior controle dessas pessoas que propagam ódio, com a finalidade de reduzir os comentários hostis na internet. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implantar na grade curricular uma disciplina política, por intermédio de debates e discussões amigáveis, com fito de estabelecer o diálogo entre as pessoas. Dessa forma, situações ocorridas na época da crise, não se repetirá.