Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 29/07/2020
As redes sociais estão presentes nos mais diversos pontos do mundo, potencializando as interações e divulgação de conteúdos. Porém, esse advento não traz apenas vantagens, pois também amplia a difusão da intolerância e do discurso de ódio por meio de mensagens e vídeos para todos que tenham acesso. Isso ocorre devido à sensação de anonimato gerada pelas redes sociais assim como pela naturalidade das atitudes opressoras da minoria.
Primeiramente, deve-se salientar que a criação de um perfil nas mídias sociais possibilita parcialmente o anonimato, pois a principal identificação seria o Endereço de Protocolo de Internet (IP) que amarra o dispositivo e não o usuário. Nesse sentido, o usuário infrator sente-se confortável para declamar suas ofensas, disfarçadas de liberdade de expressão, sem se preocupar com consequências. Dessa forma difundindo a intolerância e o preconceito.
Além disso, tem se tornado cada vez mais comum à presença de postagens de caráter preconceituoso nas redes sociais, o que é perigoso para a sociedade, pois naturaliza tal atitude. Isso consoa com a teoria da Banalidade do Mal da filósofa alemã Hannah Arendt, que explana a naturalização de atitudes cruéis pela repetição ou alienação do pensamento. Como nota-se atualmente pela disseminação de mensagens idealistas e intolerantes de criminosos incapazes de respeitar a cultura, etnia, religião ou pensamento diverso.
Portanto, atitudes devem ser implantadas para eliminar interações preconceituosas nas redes sociais. Cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública exigir das empresas um cadastro de perfil mais rigoroso, por intermédio de leis que torne obrigatório o fornecimento do Cadastro de Pessoal Física possibilitando a associação do usuário com o perfil, para que assim se tenha uma melhor rastreabilidade. Ademais, as escolas e familiares devem investir na educação social, por meio de disciplinas, palestras e conversas sobre diversidade cultural e liberdade de expressão, para que dessa forma se desenvolva uma consciência autônoma e respeitosa que levará a sociedade para um caminho melhor.