Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 21/08/2020
A obra cinematográfica " Cinderela", retrata a vida de uma jovem que é vítima de um intenso ódio por parte de sua madrastra. Fora da ficção, a intolerância e a fala odiosa é fortemente presente nas redes sociais, já que o Estado encontra-se omisso em punir os criminos que atuam em plataformas sociais. Além disso, a falta de respeito das ideologias, religião, raça, orientação sexual ou condição financeira do próximo evidencia uma sociedade intolerante as diferenças. Dessa maneira, tais fatores acarreta em não cumprimento da carta magna.
A priori, consoante a Constituição de 1988, todos são iguais perante a lei. Todavia, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que, conforme o blog Comunica que muda, 84% das menções sobre o tema racismo, política e homofobia são negativas. Desse modo, é incontrovertível que um dos maiores propulsores para a intolerancia e discursos de ódio nas redes sociais, a falta de punidade dos infratores na internet, pois o Estado cria poucas política públicas que garantem a ocorrência de denúncia. Assim, o criminoso sente-se confortável em efetivar seus preconceitos contra o outro sem preocupar-se com a lei, criando um terreno fértil para a disseminação de pensamentos que retiram do outro o direito de gozar de seus direitos.
Ademais, conforme o inventor Buckminster Fuller, a humanidade cria toda tecnologia certa e usufrui dela por todas as razões erradas. Logo, percebe-se que, mesmo com o avanço tecnológico o corpo social ainda é refém de inúmeros preconceitos, o que faz das redes sociais um reflexo da falta de respeito que ocorrem diariamente contra os marginalizados, como negros, LGBTQIA+, mulheres e deficientes físicos.
Portanto, com o intuito de cercear a intolerância e os comentários de ódio nas redes sociais, urge que o Estado promova campanhas publicitárias por meio das redes sociais, que evidencie a importância da denúnciar falas que agridem a moral de qualquer grupo, com o objetivo de diminuir exponencialmente as impunidades. Além disso, é imperioso que o Ministério da Educação promulgue palestras em ambientes educacionais, como escolas e universidades, ministradas por grupos discriminados, com o propósito de levantar discursões sobre o respeito ao próximo e como garantir oque o outro de exercerça seus direitos. Assim, a sociedade atuará de forma diferente daquela vivenciada por Cinderela.