Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 13/07/2020

Nos últimos anos, as redes sociais facilitaram a comunicação mundial, possibilitando que pessoas de lados opostos do globo conversem em tempo real. Porém, com esses avanços, algumas pessoas aproveitam-se do caráter anônimo que a internet oferece para disseminar o ódio nas redes, principalmente contra minorias que ainda tentam vencer dificuldades culturalmente impostas pela sociedade.

Primeiramente, deve-se elucidar que a disseminação do ódio acontece de maneira anônima e em massa, o que dificulta a identificação individual dos praticantes desse ato. Assim, nota-se que as empresas responsáveis pelas redes sociais devem assumir a luta contra essa prática abjeta, e que isso ainda não acontece da maneira que deveria. Há impunidade no que tange à isso, resguardada não somente pela anonimidade que as redes oferecem, mas também pela falta de combatividade dos administradores e moderadores das plataformas.

Além disso, os alvos desses discursos são, majoritariamente, minorias. Segundo a ONG Safernet, entre 2010 e 2013 os ataques nas redes aumentaram em 200%, caracterizados principalmente por falas racistas, homofóbicas, xenofóbicas ou intolerantes. Portanto, essa prática continua crescendo, e adotando um caráter exponencialmente mais agressivo, que motiva atos que ultrapassam o âmbito virtual, como ataques físicos ou organização de manifestações agressivas.

Por consequência, o propósito da internet é marginalizado, assim cabe às empresas que hospedam os serviços garantir que isso se reverta, ao criar campanhas virtuais para barrar a propagação desses discursos, bem como empregar grupos de manutenção do ambiente virtual. Da mesma forma, deve-se garantir, por meio dessas mesmas campanhas, que os alvos dos discursos sejam resguardados dos ataques e quando for necessário, que haja a devida proteção dessas pessoas, para que as redes possam assumir seu potencial transformador da melhor forma.