Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 24/08/2018

No processo de formação da cultura brasileira, várias conquistas representaram diferentes resultados na sociedade. Dentro desses avanços, está o direito à liberdade de expressão que foi o avanço que mais obteve diferenças no modo de ser entendido pelos cidadães. Nesse contexto, pode-se afirmar que os discursos de ódio no Brasil se baseiam na má interpretação do que é realmente a liberdade de se expressar.

O discurso de ódio, é qualquer tipo de gesto, escrita, expressão, incitando a violência, ofensas contra alguém ou grupo de pessoas. A agressão (intolerância) pode ser visível, em que o agressor vai direto ao ponto, e o invisível, mais sutil, que se esconde em comentários com seus perfis falsos nas redes sociais e propagam constantemente  palavras de fúria. No país é notório o aumento de casos de ausência de tolerância, onde gera consequências preocupantes, principalmente contra menoridade: gays, negros, mulheres e refugiados. Essa realidade não pode ser considerado como forma de liberdade para se expressar, ao contrário, silencia a vítima e não permite livre expressão, sendo uma imposição dos sujeitos que possuem certeza de sua superioridade.

O preconceito é imposto aos brasileiros através de conceitos sociais que depreciam as minorias e criam ideias a serem repassados, como negros ser inferior, mulher receber menores salários, etc. Segundo O Globo 63 por cento da população do Brasil já praticou discurso de ódio e ofensa em redes sociais e deles mais de 84 por cento admitem que o preconceito disseminado foi uma consequência da cultura assimilada.

Desse modo, governo, sociedade e família devem construir caminhos para as futuras gerações praticarem menos a intolerância, principalmente em redes sociais, pois em algum lugar que existir seres humanos com ideias diferentes e pouca tolerância, também haverá a propagação do ódio.