Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 13/08/2018
Protegido pela Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade de expressão é direito de todos. Mas com os direitos também vem as responsabilidades, quando essa livre manifestação de opiniões se transforma em intolerância e discursos de ódio, principalmente nas redes sociais?
Presente no cotidiano da grande maioria da população, as redes sociais se tornaram facilitadoras do convívio social, através de chats, comunidades e páginas online. No entanto, este ambiente tem se tornado propício para intolerâncias e discursos de ódio, por proporcionar certo anonimato e conforto já que, quem prática tais atos está separado do destinatário por telas de computadores ou celulares.
Entre 2010 e 2013, a ONG Safernet registrou um aumento em mais de 200% no número de denúncias contra páginas que propagam a discriminação contra minorias. Recentemente, a atriz Taís Araujo sofreu ataques racistas em uma rede social e, mesmo após denunciar os infratores, voltou a sofrer esses ataques após um tempo. Em casos assim, é possível perceber que a morosidade da justiça, as penalidades brandas e a dificuldade de identificação dos infratores dificultam a erradicação desses casos de intolerância e discurso de ódio nas redes sociais.
Portanto, medidas se fazem necessárias para que o problema seja solucionado. Em um dito popular é falado que “o seu direito termina onde o do outro começa”, dessa forma, é preciso esclarecer para a população seus direitos e deveres sociais através de cartilhas desenvolvidas pelo Ministério da Educação e distribuídas em locais públicos e também nas escolas, para que as crianças, ao ingressarem no mundo digital, já saibam de suas responsabilidades com os outros. É preciso também, ,que seja desenvolvido pelas forças policiais um sofware que reconheça termos hostis e de discriminação nas redes sociais e identifique os infratores para que estes sejam punidos de forma inafiançável e sem prescrição do delito. Dessa forma, mantém-se a esperança de que o meio digital seja mais seguro e com usuários mais responsáveis.