Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 11/08/2018
No contexto social vigente, nota-se a persistência do discurso de ódio pelas redes sociais que é uma violação dos direitos humanos. É considerada esta problemática, o repúdio da discriminação com a ideia do outro. A propósito disso, somam-se, dois fatores alarmantes dessa situação, a convicção da opinião própria, associada a não aceitação da posição do próximo intensificam essa mazela.
Em primeira análise, o Brasil apresenta uma sociedade conservadora de opiniões, sejam elas, religiosa ou políticas. Isto-é, a não aceitação da outras ideologias. Sabe-se, que o país passou grande parte de sua história política sobre regimes autoritários, como no Governo Militar. Dessa forma, o totalitarismo está fortemente vinculado à intolerância nesse regime, o qual censura e manipula a liberdade de expressão sobre a população. Por isso, se vê nos dias atuais reflexos de uma sociedade intolerante, ou seja, uma nação formada por homens e mulheres que ainda não sabe lê dar com a diversidade de opiniões. Em consequência disso, o indivíduo tem apoderado da internet como meio principal para reprimir, discriminar a ideologia do outro, em páginas virtuais de entretenimento e noticiários. Assim, ficam evidentes comportamentos intolerantes.
Em segunda análise, outro fator primordial nesse assunto é que após a revolução técnica científica do século XX, está disseminou avanços tecnológicos, que permitiu o acesso afetivo da internet, a qual é o canal para projeção do aumento de discurso de ódio pelas redes. Em outras palavras, o fenômeno de intolerância ganhou base sólida para se propagar pela internet com seres humanos que fazem comentários intolerantes que inferiorizam a ideia do outro. De acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos, todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento e expressão. Diante dessa declaração, fica claro outra realidade no país, por exemplo, os grupos mais vulneráveis, como LGBT, religião de matriz africana e ainda eleitores que defendem partidos políticos são diariamente violentados verbalmente. Decorrente disso é necessário discutir uma intervenção para combater essa mazela. Diante do exposto, conclui-se, que o discurso de ódio degride a moralidade humana. Para combater essa problemática, recomendam-se, primeiramente as instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa situação em palestras educativas, com intuito de abordar a diversidade de opiniões e a importância da tolerância na formação de um cidadão. Outrossim, cabe ao Ministério Público, fiscalizar de forma mais efetiva nas redes sociais propagação de mensagens intolerantes, a fim de denunciar para defensoria pública e garantir de forma saudável o debate, seja no viés político, social ou cultural. Como dizia Helen Keller o resultado mais sublime da educação é a tolerância.