Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 26/07/2018

No período do Nazifascismo, Adolf Hitler, propagou discurso de ódio aos judeus, através de um “trabalho sujo”, como assassinatos e torturas por conta de ideologias religiosas e étnicas. Nesse sentindo, de forma semelhante, é comum observar nas redes sociais, constantes ataques a grupos religiosos, étnicos, minorias sexuais, entre outros. Esses são alguns fatores da intolerância e do discurso de ódio nas redes sociais.

Antes de tudo, é preciso ressaltar que a Carta Magna do Brasil de 1988, garante a liberdade de expressão ao indivíduo. Todavia, as pessoas confundem o discurso de ódio com esta liberdade e propagam através das redes sociais de forma anominata, a violência virtual. Essa caótica realidade, desenvolve uma rejeição nas minorias que sofrem com a disseminação de ódio, por exemplo, o panorama político em 2014 nas eleições, em que disputas sociopolíticas na população brasileira, trouxe debates nas redes sociais, com discursos rasos e xingamentos, por conseguinte, incentivavam o ódio e divisão entre os indivíduos. Dessa forma, é necessário que a população saiba distinguir o que é a liberdade de expressão e como expressa-la.

Somando a isso, têm-se o fato de que constantes ataques a grupos religiosos, étnicos e minorias sexuais ocorrem no mundo, e o Brasil não se isenta dessa situação deplorável. De acordo com Bob Vieira, diretor da Agência Nova, a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, de maneira a dificultar formas de combates, visto que o discurso de ódio nas minorias é presente devido ao preconceito enraizado na população brasileira desde a sua colonização. Isso faz com que o âmbito cibernético se amplie e ocorra o compartilhamento de discursos ofensivos e intolerantes. Eis a razão da atuação do Estado e da sociedade para que tais obstáculos sejam superados.

Mediante os fatos elencados, percebe-se que a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais é constante. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, propor para as escolas públicas e privadas, professores de sociologia, uma vez que, o Tribunal de Contas da União pode oferecer um capital específico para o pagamento dos professores que deverão fazer hora extra para guiar os alunos, a fim de trabalhar o discurso de ódio, criar cidadãos críticos e livres de preconceito. Parafraseando Sir Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”.