Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 26/07/2018
Advindo as redes sociais mudaram as formas de comunicação, hoje não se tem mais barreiras e nem divisões geográficas já que, com a internet é possível a troca informações com qualquer pessoa do mundo. Embora dê voz a população para cobrar governantes, propaganda de empresas, atualmente a disseminação do discurso de ódio é bastante visível principalmente relacionado a preconceitos, racismo e a homofobia. Nesse contexto, deve-se analisar como o individualismo e falta de informação influenciam na problemática em questão.
O exacerbado individualismo é um dos principais fatores pelo qual a propagação de opiniões raivosas, expressões de ofensa e injuria nas redes socias. Isso acontece porque na democracia a liberdade de expressão é defendida por lei no Brasil, e somado a uma ideia existente que a internet é uma terra onde as leis por danos morais não é aplicada. Em decorrência dessa fragilidade, a apesar de não haver uma lei especifica, há mecanismos como delegacias especializadas em crime cibernético, onde pessoas que se sintam ofendidas devem fazer denúncias, como Titi Gagliasso de apenas 4 anos ,filha de atores da Rede globo foi alvo de preconceito racial, sendo agredida com os comentários “pretinha e lugar de preto é na África", o pai da vitima prestou queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.
Além disso, nota-se, ainda que o anonimato é também utilizado para a difusão do discurso de ódio nas redes brasileiras. Isso acontece com a criação de perfis falsos, ajuda a ofender as pessoas. Como também. A validação pelos pares, termo utilizado por exemplo para a polarização politica no Brasil, em vez de grupos debaterem, manter postura, são utilizados xigamentos e blasfêmia a partir de um comentário que já sabe que será aceito por um determinado grupo. Por consequência, torna-se cada vez mais distante discursos pacíficos na internet.
Torna-se evidente, portanto, que a questão do discurso de ódio e anonimato no brasil precisa ser revisada. Em razão disso, o Ministério da educação, em parceria com as escolas, deve incluir a matéria de ética e cidadania no currículo escolar, com o intuito de desconstruir o individualismo e questões de preconceito, racismo e homofobia na sociedade. Ademais, o senado deve aprovar leis já existem contra o crime cibernético entrando em vigor, com punições contra os danos morais. Logo, desconstruindo paradigmas, e respostas as denúncias contra danos morais, o Brasil poderá até mesmo radicalizar a propagação do ódio nas redes sociais.