Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 23/07/2018

É evidente que a internet, desde seu advento na 2° Guerra Mundial para fins militares, possui grande importância para a sociedade contemporânea. Não obstante, há quem se utilize dessa ferramenta para propagar o ódio e a intolerância contra pessoas. Crimes, tais como, racismo, misoginia e xenofobia são praticados diariamente no meio online. Com isso, percebe-se, cada vez mais, as redes sociais como palco de ofensas a indivíduos.

Convém analisar casos de invasão à privacidade, nos quais, são divulgados, muitas das vezes, conteúdos íntimos de pessoas. Um caso que ganhou bastante notoriedade durante o governo da presidente Dilma Rousseff em 2012 foi o da atriz global Carolina Dieckman, em que teve seu computador pessoal hackeado e, consequentemente, fotos íntimas da atriz foram divulgadas na internet e propagadas nas redes sociais, tais como Telegram, WhatsApp, Snapchat e Facebook. Em virtude do ocorrido, o Senado aprovou a lei Carolina Dieckman, que visa combater, no ambiente online, a invasão a dispositivos pessoais de outrem e o acesso a dados telefônicos, informático, entre outros.

É válido ressaltar que, medidas preventivas vêm sendo tomadas por parte de algumas plataformas de comunicação global para impedir a circulação de comentários preconceituosos. Uma dessas plataformas é o Facebook, no qual, seu criador, Mark Zuckerberg adotou uma política contra comentários ofensivos, criando um filtro para impedir que esses conteúdos fossem publicados. Outra tática adotada por Zuckerberg é a de deletar páginas e grupos propagadores de desrespeito e ofensas a certa parcela da sociedade.

Diante da problemática abordada, tem-se, portanto, que o Ministério da Tecnologia em parceria com profissionais da TI (Tecnologia da informação) elabore um filtro que tenha capacidade de detectar conteúdos em diversas plataformas digitais de caráter racista, misógino, intolerante e xenofóbico que, por lei Federal será instalado nos softwares de todas as empresas de tecnologia informacional que atendam ao país, espera-se com isso, que o número de casos para essa prática repugnante tenha menor incidência. Ademais, as escolas, como educadoras sociais, devem criar projetos que visem a inclusão e o respeito ao outro, assim, a intolerância poderá ser reduzida. Dessa forma, poderemos enfim evitar que casos como a de Carolina Dieckman não se repitam.