Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 04/09/2018

Segundo Jean Paul Sartre: " Toda forma de violência é uma derrota". Logo, o discurso que incita o ódio é prejudicial ao equilíbrio social. No Brasil, apesar da Constituição Federal garantir a integridade física e psicológica de todos cidadãos, os ataques de ódio ainda são uma prática recorrente. Nesse viés, o papel das redes sociais amplificam o discurso de ódio e propicia a perpetuação da intolerância.

A priori, cabe ressaltar que o advento das redes sociais agravou o impasse. Pois, devido a falsa sensação de anonimato e impunidade, muitas pessoas externalizam discursos de ódio virtualmente. Ademais, conforme Habermas na obra “a ética da discussão”, o diálogo é mais importante que o convencimento do interlocutor. Contudo, na realidade brasileira o que se observa nos meios digitais são discursos extremistas de polarização política e a externalização de preconceito às minorias sociais.

Outrossim, a discriminação às minorias sociais é outro fator relevante na questão. Como no caso dos ataques racistas sofridos pela apresentadora Maria Júlia Coutinho na internet. Demonstrando que, frequentemente, o meio digital é utilizado como forma de disseminar o ódio e preconceito. Sendo assim, é de extrema importância medidas que coíbam tais agressões.

Dessa forma, providências precisam ser tomadas para atenuar a problemática exposta. Logo, é preciso que o Ministério Público em parceria com a Polícia civil fiscalizem e punam disseminadores de conteúdos que incitem a violência, á fim de coibir essa prática. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação utilize de suas mídias para instruir a população sobre o assunto, alertando sobre as consequências negativas da intolerância para a perpetuação de preconceitos e segregação social. Além disso, é importante que Ong’s ofereçam auxílio psicológico e jurídico as vitimas de ataques cibernéticos. Para assim, obter a perspectiva de alcançar um país mais justo e que garanta a isonomia de seus cidadãos de fato.