Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/07/2021
No artigo 5º consta que todas as pessoas são iguais perante a lei. Entretanto, não é exatamente assim que ocorre, já que as minorias sociais são tratadas como partes inferiores da sociedade. As mesmas são alvos ataques e discursos de ódio, que por muitas vezes são naturalizados.
Hannah Arendt acreditava na banalização e naturalização da intolerância, que pode-se notar que se faz cada vez mais recorrente. Seja por ataques em rede sociais ou olhares maldosos na rua que por muitas vezes são tratados como situações comuns, mas que deveriam ser repreendidas. A dançarina Thaís Carla constantemente sofre ataques gordofóbicos em suas redes sociais, a mesma sofre com comentários e olhares maldosos desde a adolescência, o que lhe gerou grandes traumas. Em um âmbito social, pode se ocorrer o mesmo, gerar graves problemas psicológicos como a baixa auto estima em vítimas desses ataques de preconceito.
A falta de conhecimento sob os direitos humanos e sociais levam as minorias serem cada vez mais reprimidas, já que pouco recorrentes são as informações na mídia sobre seus direitos e como podem ser usufruidos. Ainda que informados também falta a estrutura para amparar a população, pois o Estado pouco está preparado para atender as vítimas de preconceito e intoleância, para que possam tomar as devidas providências para que aqueles que praticam esse ato sejam punidos.
Para que a intolerância e o discurso de ódio se tornem cada vez mais ausentes no meio social é necessário que, o Ministério da educação por meio das escolas, comece a trabalhar temas como intolerância e preconceito, e que traga professores que façam parte das minorias e que estejam preparados para lidar com o assunto, para que tenha cada vez mais representação, fazendo com que os alunos crescam entendendo que não há apenas um jeito de ser ou de pensar, que todos devem ser respeitados igualmente. Para que assim não venham a reproduzir esses ataques intolerântes em socidade.