Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 21/07/2021
Na elaboração da Constituição de 1988, baseada nos princípios sociais foi estabelecido uma isonomia, a fim de garantir uma igualdade entre os cidadãos. Embora, as leis constitucionais ligada a sociedade sejam de extrema importância é visível a ausência da aplicabilidade dessas normais sociais, tornando-se uma constituição idealizada. Além disso, a quebra do princípio básico da Constituição e a baixa atuação dessas leis afetam a sociedade minoritária com os atos preconceituosos enraizados na sociedade brasileira.
Em primeira análise, o sociólogo Carlos Tavares informou ao jornal globo que a reprodução do discurso de ódio é um fator que prejudica na modulação social dos indivíduos baseado no respeito e na diversidade social. Dessa forma, os grupos sociais tendem a afastar da integração devido a não aplicabilidade da isonomia social, tendo como um exemplo lamentável os campos de concentração ocorrido na Segunda Guerra Mundial. Logo, esse isolamento é atualmente notável pela criação das bolas sociais que acarreta a segregação social, o que mantém a mentalidade preconceituosa dentro da realidade e afetando os grupos das minorias, devido à ausência de representatividade.
Em segunda análise, cerca de 45% dos grupos minoritários - negros, indígenas, grupo LGBT- encontram-se desemparados pelo Estado, falta de suporte social e leis que assegurem seus direitos básicos, conforme a pesquisa da revista Folha de São Paulo. Mediante a esse cenário de manutenção dessa exclusão social e segregação, esses atos colaboram para a continuidade de uma sociedade desigual, pela ineficácia das leis sociais de integração e no combate ao preconceito. Logo, é alarmante essa situação socialização desequilibrada socialmente pela perpetuação dos discursos de ódio social que privilegia estereótipos e cria-se grupos privilegiados de direitos na sociedade brasileira.
Portanto, frente a essa realidade de preconceito e intolerância contra os arranjos minoritários é urgente a atuação de órgão público para reverter o cenário caótico. Cabe ao Estado implementar projetos de integração na sociedade, por meio de leis de cotas na sociedade e incentivos sociais -acesso à cultura e ao lazer. Com objetivo de garantir a diversidade e, assim, promover aumento da representatividade dos grupos minoritários, afim de mitigar o preconceito enraizado e da mentalidade arcaica marcada pelo desrespeito à diversidade social e cultural e, também, assegurar a isonomia social estabelecido pela constituição.