Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 08/07/2021

Na série “Sweet Tooth”, o vírus “Flagelo” se espalha na sociedade e dá origem às crianças híbridas - metade humanas e metade animais. Nesse contexto, os híbridos são repudiados e perseguidos pela maioria das “pessoas normais”, por não serem aceitos como eles são. Analogamente, a situação de intolerância contra minorias no Brasil é bem semelhante: a opressão desses, provocada pelo discurso de ódio, tem origem no preconceito e na falta de amor ao próximo por parte dos opressores, o que causa a repressão das minorias no espaço público.

Em primeiro lugar, no que diz respeito ao existencialismo de Hobbes, o homem é o lobo do prórpio homem. Isso quer dizer que, as pessoas, bem como o contexto social no qual estão inseridos, são maus por natureza e não podem viver em harmonia. Por conta disso, é natural dos homens a opressão ao próximo, mesmo que inconscientemente. Nesse sentido, os preconceitos existentes em cada indivíduo, assim como a falta de amor ao próximo, se tornam a causa principal da perseguição às minorias.

Ademais, as consequências dessa intolerância contra os oprimidos resvalam diretamente nesses grupos minoritários. A exemplo disso, o próprio personagem Gus, de “Sweet Tooth”, acaba marginalizado pela não aceitação da sociedade e sua incompreensão. Por isso, esses indivíduos acabam oprimidos e tendo um espaço social menor e conturbado. Em suma, a intolerância e o discusro de ódio contra as minorias têm origens na natureza perversa do homem e geram a exclusão dos oprimidos no espaço público.

Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos a realização do projeto “Respeito é qualidade de vida”. Assim, por meio da organização de palestras gratuitas, para um maior acesso da população, psicólogos e pessoas especializadas no estudo do comportamento humano ministrarão atividades reeducacionais aos participantes. Desse modo, as pessoas poderão trabalhar a questão do respeito ao próximo e proporcionar uma vida pública melhor às minorias.