Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 31/05/2021
Na obra cinematográfica “Me chame pelo seu nome”, os protagonistas Eliot e Oliver vivem um romance homoafetivo conturbado na década de 80 e são separados pela heteronormatividade imposta na época. Embalados com frases preconceituosas e possuindo um relacionamento sexualizado e marginalizado aos olhos da população que reside no cenário da obra, a história é marcada por passagens emocionantes e fiéis à realidade. Assim como no filme, atitudes intolerantes contra minorias insistem em manter-se firme mesmo diante de uma sociedade 40 anos mais velha e evoluída.
Além da comunidade LGBTQIA+, milhares de pessoas lutam contra o preconceito diariamente. Um exemplo claro deste fato é a população negra, que desde a época da escravião, em meados do século XV, continua sendo obrigada à conviver com o pior do racismo (ódio motivado por conta da cor de suas peles). Segundo o jornal vitual G1, a cada 100 vítimas de homicídio no Brasil, 71 são negras. Este fenômeno ocorre em sua maioria, em regiões periféricas e pobres. Seus moradores vivem em péssimas condições de vida, privados de estudo e cercados pela desinformação.
Ademais, deve-se pontuar a falta do aprofundamento nas causas sociais em escolas, como o feminismo e suas reinvidicações. Matérias como história e geografia deixam de escanteio importantes fatos históricos e lutas relacionados a minorias, priorizando assuntos já vistos em seu formato normal. A falta de atenção para este ponto gera o desconhecimento, dando lugar a ensinamentos ultrapassados e em crenças religiosas, muitas vezes baseados na injúria.
A partir disso, medidas devem ser tomadas. É de suma importância novas adaptações do material dado nas redes de ensino, possuindo um maior foco em assuntos voltados para as parcelas mais sofridas da populações. O governo deve disponibilizar verba para este feito, e incentivar redes particulares a seguirem o mesmo exemplo. A intervenção com campanhas educacionais e informativas devem ser implementadas nas regiões mais afetadas com a miséria, dando apoio físico e psicológico para os necessitados. Desse modo, a informação chegará para todos, possibilitando um maior compreendimento e aceitação do “diferente”.