Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/05/2021
A intolerância e discurso de ódio contra minorias, é a maneira que os grupos dominantes encontraram para ofender e oprimir aqueles que sofrem com a desvantagem social, por exemplo: negros, mulheres, LGBTQIA+ e imigrantes. Ao contrário do que muitos pensam, os grupos minoritários não são aqueles que estão em minoria em questão de quantidade, mas sim, os que estão sofrendo desigualdade social em relação aos outros. Na verdade, os grupos minoritários, como mulheres e negros, são maiores, em quantidade, que certos grupos dominantes. Essa intolerância e ódio continua a acontecer pelo fato de que esses estereótipos e padrões já estão enraizados com a sociedade a séculos por fatores históricos.
As minorias podem ser identificadas pelas suas características, como: a vulnerabilidade, que têm como exemplo às pessoas transgêneras; a luta contra os privilégios dos grupos dominantes, têm como exemplo as mulheres; identidade em formação, têm como exemplo os negros, e por fim, temos a estratégia discursiva,que por exemplo, seria as manifestações, passeatas e a Parada do Orgulho LGBTQIA +. Essas minorias não têm seus direitos garantidos pela legislação, precisando se afirmar a todo instante para ter amparo, seus direitos garantidos, para não ser discriminado e para mostrar a sua vulnerabilidade perante a sociedade, somente dessa forma eles conseguem o que é seu por direito e alguma proteção pelas leis do Estado.
A violência que a minoria sofre, vem por meio dessa intolerância e desse discurso de ódio, que pode ser transformado em violência física e verbal, e que pode ocorrer nas redes sociais ou no meio da rua. Todo esse ódio causa um número cada vez maior de vítimas de preconceito, e quanto mais essa intolerância e ódio for espalhado, piores serão os números. Por exemplo, pelas informações da revista Carta Capital, a cada uma hora um LGBT é agredido no Brasil.
Portanto, os pais/responsáveis e a escola devem ensinar as crianças a respeitarem todos, independente de tudo, que eles não podem discriminar, rebaixar, zombar, agredir e nem ofender ninguém pelas suas diferenças. Os pais/responsáveis devem dar um bom exemplo a criança, e praticar também o que ensinam aos seus filhos, exemplo: não utilizar as características físicas de alguém como uma ofensa. Os órgãos estatais devem aplicar de forma correta os amparos oferecidos na legislação, e também dar mais segurança e proteção às minorias, como, por exemplo: criar mais amparos para que todos consigam ter seus direitos garantidos pela lei.