Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/04/2021

Na etimologia da palavra “minoria,“ minor ”+“ ia ”, o termo“ minor ”faz referência a algo menor. Entretanto, quando é falado sobre minorias na sociedade, é pautado sobre grupos que recebemos com intolerância e ódio por causa de características físicas, religiosas, culturais ou econômicas. E que podem, ou não, representar uma minoria de pessoas. E apesar de na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e na Constituição Federal de 1988, fala que todos os seres humanos possuem igualdade perante a lei, ainda é possível saliente que esse direito é um ideal que não funciona na prática. Visto que, ao longo da história muitas pessoas já foram prejudicadas por uma maioria etnocêntrica.

Deve-se pontuar, boletim, “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.”, como disse Nelson Mandela. Ou seja, as intolerâncias e ódios, estão sendo passados ​​adiante e alimentados por grupos sociais. Dessa forma, é complicado abdicar dessas ideias que já causaram bastante estrago para a sociedade. É possível tomar o exemplo a escravidão e o nazismo na Alemanha durante a Segunda Guerra, essas hipóteses partem de um etnocentrista ideal. Dessa forma, muitas pessoas foram mortas ou escravizadas, por causa dos discursos de ódio propostos, e ainda existem atualmente com os grupos neonazistas, e o racismo estrutural.

Paralelamente, devido ao advento das melhores tecnologias de comunicações, à medida que as distâncias entre as pessoas diminuíram, como previsto pelo filósofo Marshall McLuhan, na década de 1960. Nesse contexto, os discursos odiosos são mais difundidos, pois se torna muito mais fácil uma pessoa intolerante achar pessoas que concordem com ela. Entretanto, a ideia de uma aldeia global proposta por esse filosofo, em que as culturas surgidas, não é realizada uma integração verdadeira. Ou seja, o pensamento de superioridade e etnocêntrico ainda permanece e em alguns casos até aumentar. Isso é evidenciado por pesquisa feita pela Secretaria Especial de Direitos Humanos em janeiro de 2018, onde é constatado um aumento de 633% das denúncias de xenofobia no Brasil em comparação com 2014.

Conclui-se que, “para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”, como disse Nelson Mandela. Ou seja, os governantes nacionais, em conjunto com os governos estatais e ONGs locais devem fazer campanhas para desconstruir pensamentos intolerantes, e instruir uma construção ideias inclusivas. Essas campanhas devem ser divulgadas por meios midiáticos, como programas de televisão e rádio, palestras em escolas e lugares públicos. Dessa maneira, com o tempo, os discursos de ódio contra as minorias serão partes apenas do passado.