Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

Em todos os lugares do mundo, existe algum grupo social, que se sobressai e adquiri mais privilégios que o restante da população. O problema dessa divisão, é a desigualdade que as pessoas fora dessa parcela privilegiada sofrem, tendo menos direitos, oportunidades e respeito. Exemplos dessa minoria são: negros, as pessoas que pertecem ao grupo LGBTQIA+, mulheres, moradores de comunidade, indígenas, deficientes, entre outros. E o que causa a intolerância e discursos de ódio contra essa minoria, são aqueles que possuem todos os privilégios da sociedade e que são incapazes de ver a realidade dessas pessoas, reconhecê-las como seres humanos e pessoas iguais.

A minoria sofre dificuldades diárias como: racismo, machismo, lgbtfobia, gordofobia, e isso segue com toda essa parcela excluída da população. Esses preconceitos geram violência, morte, bullying, desrespeito, ódio, e sentimentos de desprezo à pessoas diferentes que saem do “padrão” que a mídia social construiu. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil é o país que mais mata LGBTs, o sétimo pais que mais mata mulheres, o que mais mata negros e o oitavo pais com mais números de suicídios, onde a maioria das vítimas fazem parte da minoria… mais uma consequência do ódio. Isso mostra o quanto essa parcela sofre e o quanto isso precisa de mudanças.

No século XIX, Francis Galton criou o conceito de Darwinismo social, uma ideia onde uma raça é superior as demais, e com isso surgiu a  desigualdade, onde a parte reconhecida como superior, ganha mais regalias. Essa ideia se alongou por vários séculos e é presente até os dias atuais. Uma consequência/exemplo claro dessa idealização de superioridade racial, é Hitler, em meio a Segunda Guerra Mundial, que executou e torturou milhões de pessoas - judeus, negros, homossexuais, entre outros grupos sociais, por não serem da raça Ariana, que seria a raça pura. Esse acontecimento mostra o quanto a intolerância ao diferente pode ser desumano, e o quanto essa separação de classes superiores e inferiores pode ser drástica. Todos são iguais perante a lei, agora é preciso praticar e idealizar isso como o novo padrão social.

Para Sócrates, o conhecimento leva a ação correta. Então, para acabar com o discurso de ódio e intolerância deve-se conhecer todas as atrocidades já cometidas pela repugnância à minorias e o que essa parcela sem privilégios sofrem. Esse conhecimento deve ser dado nas escolas e dentro das famílias, para conscientizar a todos desde sua formação. Além disso, poderiam surgir cada vez mais campanhas e comoções, feitas por historiadores ou fortes influências que possuem conhecimento na área, que deveriam ser difundidas em todos os meios de comunicação para desconstruir pensamentos repulsivos impregnados na sociedade e conseguir uma convivência harmônica, igual e respeitosa.