Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
A intolerância e o discurso de ódio contra minorias é um cenário alarmante no Brasil. Esses dois problemas sociais envolvem agressões verbais e/ou físicas, tendo como raíz a não aceitação das diferenças presentes na sociedade, contrapondo opiniões, crenças, classes sociais, dentre outros.
As minorias, apesar do nome, podem estar sim em vantagem numérica. Porém, a nomeclatura é dada por causa da desvantagem social presente nesses grupos, como por exemplo os direitos inferiores aos direitos das classes maiorais.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 em seu Título II, Capítulo I, art. 5 º define que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, (…)”. Porém, apesar de isto estar previsto na lei, ainda temos casos de agressão e intolerância.
Um dos maiores motivos de esses casos acontecerem é o fanatismo religioso, que faz com que os ideias básicos sociais, como o respeito a quem pensa diferente, sejam anulados. Além disso, também existem consequências para os afetados pela intolerância, como por exemplo a relação entre esse tema e o aumento da taxa de depressão entre jovens que fazem parte de alguma minoria.
Uma prova disso, levando como exemplo a comunidade LGBT+, apesar de no Brasil e em outros países da America Latina haver poucos estudos sobre a saúde mental de pessoas LGBT, em países como a Inglaterra, as organizações civis como Stonewall tem realizado estudos com estatísticas dos suicídios dentro da comunidade LGBT. Nesses estudos foi descoberto que 3% dos homossexuais e 5% dos bissexuais tentaram cometer suicídio, enquanto 0,4% da população masculina em geral tentou cometer suicídio. Um em cada dezesseis homossexuais com idade entre 16 e 24 anos tentou tirar a sua vida, enquanto 1% dos homens em geral da mesma idade tentou o mesmo.
Para combatermos a intolerância, precisamos de uma melhoria na educação em relação a isso, além da conscientização de jovens, porém principalmente de adultos, para que cortemos o mal pela raíz e impedirmos que o preconceito continue sendo passado se geração em geração. Além disso, precisamos de uma maior representatividade, para promovermos os direitos iguais entre minorias e maiorias, até que não seja mais necessário usar essas nomeclaturas de formas sociais.