Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade, independente da raça, cor, sexo ou religião. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que grupos sociais não são respeitados da maneira correta na população mundial. Esse cenário nefasto ocorre não só devido à visão eurocêntrica amargurada em menosprezar essas comunidades, mas também a asseguração da ‘discriminação estrutural’, espelhada nas abismais desigualdades sociais entre grupos dominantes e grupos dominados. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males da potencialização dos discursos de ódio, no século XXI, é em razão da internet e das inúmeras redes sociais que facilitam o aumento da propagação. Isso ocorre, devido ao ódio destilado contra determinados grupos sociais, o impacto perverso envolve palavras e pensamentos machistas, racistas e homofóbicos e encontram outras milhares de pessoas que concordam com elas, porquanto toda e qualquer ofensa é, em geral, destinada a provocar o desgaste dos laços de pertencimento social, acirrando a divisão social. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Portanto, para combater a intolerância e o ódio em minorias para se ter uma sociedade igualitária. É necessário, que o ministério da educação deve promover programas nas escolas voltados ao combate da desigualdade social, por meio de palestras, debates e aulas interativas mostrando a importância do respeito à diversidade étnica, religiosa e de gênero. Só assim, poder-se-á observar os direitos constitucionais na prática.