Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 27/07/2020
O livro ‘‘O Cidadão de Papel’’ de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o discurso de ódio contra minorias, infelizmente, está presente na sociedade como um todo. Assim, seja pelo equivocado entendimento da liberdade de expressão, seja pela pulverização da intolerância através das mídias, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da sociedade e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que o discurso de ódio é criado para negar a liberdade de outro indivíduo, sendo defendido sob o argumento de que toda e qualquer pessoa deve falar o que pensa, devido o direito à liberdade de expressão, a qual também está submetida a regras. Tal liberdade de expressão não deve ferir ou contribuir para retirar a liberdade do outro se expressar como ser humano. No entanto, é preciso compreender que com o avanço dos direitos humanos e individuais, em muitas situações, a intolerância e o discurso de ódio podem ser enquadrados como crime, previstos pelo código penal.
Em segundo plano, pode-se remontar às épocas mais antigas, nas quais a maledicência latente já determinava comportamentos. Com o avanço tecnológico e, de forma especial, com a chegada das redes sociais, o que era intrínseco se tornou extrínseco.
Portanto, é preciso educar a sociedade para que se defenda o direito à diversidade e pluralismo, por meio do uso da mídia, desmistificando os esteriótipos engessados ao longo da história, ou pelo processo formativo. Os currículos escolares devem estar dispostos a se flexibilizarem mediante à premência da inclusão social.