Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

“O espetáculo do mundo nos fornece frequentemente cenas de violência e intolerância, nascidas de preconceitos que querem se impor pela força, na ausência de questionamentos e, sobretudo, do exercício da razão”, frase escrita pelo filósofo francês da idade média, René Descartes. Nessa citação são perceptíveis o preconceito e o discurso de ódio, que atualmente acompanham as minorias da sociedade, devido à falta de amparo legal e de acessibilidade, além de discriminação nas redes sociais.

Primeiramente, essas minorias não encontram suporte suficiente na constituição e, se o encontram, não é implementado de modo eficaz, como é caso dos transgêneros que muitas vezes não têm direitos básicos de um cidadão garantidos por lei, tornando-os um grupo vulnerável. Tal fato, pode ser exemplificado pela a falta de banheiros público acessíveis à diversidade de gênero, e a não utilização de seus nomes sociais em instituições públicas e privadas como garante a lei.

Ademais, a luta dos grupos não-dominantes se estende para os meios de informação, especialmente a internet, o que pode ser observado pelos dados divulgados pelo Centro Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, nos quais foram encontradas 2,5 mil páginas, entre 2009 e 2020, contendo homofobia, racismo e intolerância religiosa. Portanto, mesmo que exista leis e órgãos responsáveis, o problema nesse âmbito está no preconceito já enraizado naquele que se considera superior.

Em suma, mesmo que a legislação garanta o direito de grande parte da população e que as mídias sócias seja um instrumento de expressão, faz-se necessário a elaboração de leis que garantam a todos a manifestação de sua identidade e acesso a espaços comuns, como a implementação de banheiros públicos transgêneros e informação à cerca da importância de identifica-los da forma que se definem; outrossim, investimentos na educação de jovens e professores a respeito da diversidade, a fim de afastá-los de pensamentos retrógrados e torná-los agentes de informação. Só então, a frase de René Descartes permanecerá no passado.