Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 20/04/2020

Existe e sempre existiu a intolerância e o preconceito em todas as sociedades, desde os tempos mais remotos da humanidade, como a escravidão, os homens brancos, se consideravam superiores ao seus criados, os negros. Os grupos afetados por esse delito discriminatório são os mais variados possíveis, porém o crime de ódio ocorre com maior freqüência com as chamadas minorias sociais. A “minoria”, nesse caso, não se refere a um número menor de pessoas, à sua quantidade, mas sim a uma situação de desvantagem social. As minorias podem ser discriminadas por diversos motivos. Alguns exemplos são: étnicos, religiosos, de gênero, de sexualidade, linguísticos, físicos e culturais.

A população negra no Brasil sofre ainda com o racismo que se iniciou devido aos quase 300 anos de escravidão a que foram submetidos os seus ancestrais. O crime de ódio e discriminação racial, trata-se de ofensas de cunho racial ou de qualquer tipo de segregação ou proibição a pessoas com base em sua cor ou raça. Além disso os negros enfrentam a desigualdade em relação aos brancos, como no mercado de trabalho, em 2018 eles correspondiam 64,2% das pessoas que não tinham emprego, segundo o estudo “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, do IBGE.

O ódio e a violência não se centraliza somente nos negros, mas também nas mulheres, das 65.602 mortes registradas em 2017, 4.936 foram de mulheres. Também nesse caso, há uma forte desigualdade racial: a taxa de homicídio entre mulheres negras é muito mais alta do que entre não negras.

Aos poucos podemos reduzir essas estatísticas de morte, desigualdade e ódio, de forma que o governo reforce e amplie as políticas públicas que combatam o racismo e a discriminação e garantem oportunidades iguais para a população negra. E também leis que garantem a segurança de mulheres, homossexuais, religiosos, índios  entre outras minorias. Além da integração desses grupos por parte da população.